sábado, 7 de julho de 2012

grandes oportunidades, enormes facilidades



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caríssima(o),

primeiro foi o "engenheiro", que agora está a estagiar na Sorbonne.
ao que consta, concluiu um curso superior a um Domingo (!!!), depois de haver suspeitas de que «o ex-primeiro-ministro não teria concluído a licenciatura em Engenharia Civil, no ano lectivo de 1995/1996, depois de se ter transferido do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa para a Universidade Independente».  
e tudo porque, num processo divulgado à saciedade por Rui Verde, ex-reitor da Universidade Independente, «não consta nem um único original: os documentos apreendidos pela PJ, que serviram de base à investigação sobre a licenciatura de José Sócrates, são apenas fotocópias. Aliás, uma das fotocópias terá mesmo sido alterada em relação ao original (trata-se da pauta da disciplina de Inglês Técnico, que aparece assinada pelo reitor da Universidade Independente, ao contrário do que acontece no documento original, que é escrito a azul e não é assinado pelo professor)».
e também que não abona à Verdade clamada pelo indivíduo em causa e ao sentido da Justiça, as explicações dadas pela Procuradoria-Geral da República para não reabrir um inquérito que deixa muito (boa?) gente com "rabos de palha" - sobretudo se foi por «falta de pagamento da taxa de justiça».


agora é o "shótôr" Relvas, que resolveu concluir o que não conseguiu antes, vinte anos depois
ao bom estilo tuga, inspirado (quiçá) no espírito das "Novas Oportunidades", e fazendo jus ao mote de que mais não são do que «grandes facilidades», concluiu a licenciatura (de três anos) em Ciência Política e Relações Internacionais, na Universidade Lusófona, em apenas um (!!).
ao que consta, «na década de '80, frequentou os cursos de Direito e de História, na Universidade Livre (que daria origem à Universidade Lusíada), não tendo completado nenhum por ser «incompatível» com a sua actividade política e profissional da altura. No ano lectivo de 1995/1996, tentou reentrar na Lusíada para o curso de Relações Internacionais, mas não chegou a frequentar nenhuma cadeira»
mesmo assim, tais frequências, sem quaisquer tipos de aproveitamentos académicos, foram suficientes para que a conclusão do curso superior em causa fosse «encurtada por equivalências reconhecidas e homologadas pelo Conselho Científico da referida universidade, em virtude da análise curricular a que precedeu previamente».
e tudo porque, nas palavras do próprio, «tendo iniciado a actividade política e profissional ainda muito jovem, num altura em que a política mobilizava milhares de cidadãos na primeira década após o restabelecimento da Democracia em Portugal, essa intensa participação cívica em que me empenhei tornou-se, à época, incompatível com as obrigações académicas».
e não abona à Verdade que se ignorem as críticas tecidas por João Redondopresidente da Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado (Apesp).

[ ressalve-se, a bem da Verdade e de dar mérito a quem de Direito, que questão da "licenciatura" de Miguel Relvas foi levantada, na edição de 07 de Junho do jornal "O Crime", com um artigo que tinha como título "Miguel Relvas não revela percurso académico" (publicado na sua pág. 07). só que, o jornal “O Crime” é tido como um meio de comunicação considerado marginal ao Sistema, não sendo levado a sério pelos restantes órgãos de Comunicação Social. ]

em conclusão:

apesar das notícias acima, não me arrependo (nada!) de ter "queimado pestanas" durante quatro anos, para obter a minha licenciatura e mais dois para a subsequente pós-graduação, concluídos com muito mérito próprio e sem recurso a "subterfúgios".
mais informo que ambos os cursos superiores foram pagos integralmente por mim - trabalhando aos finais-de-semana e férias escolares para o conseguir.
assim, o que para muito (boa?) gente foi obtido de forma mais ou menos dúbia, só me vem reforçar a convicção de que, nesses casos, o chavão "ó papá, paga-me o curso / sou burro como um urso", é mais do que justificado.
e também eu acho que a sogra da minha esposa merece um canudo!


"disse".


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(sendo que, num blogue de 'um portista indefectível', obviamente que esta caixa é destinada preferencialmente a 'portistas dos quatro costados'. e até é certo que o "lápis", quando existe, é azul.)